Muito foi perdoado

Há quatro anos eu estava passando por uma fase muito difícil em minha vida. O sofrimento, a amargura e o rancor haviam tomado conta do meu coração. Tudo estava cinza e sem graça.
Solidão. Culpa. Remorso. Saudade e repulsa. Dor.
Pra esconder minha fraqueza, aprendi a fingir e enganei a mim mesma. Mas não O enganei. Ninguém O engana.
Apesar da minha angústia, ainda havia sinceridade em mim; e sem saber que Ele levaria essa conversa a sério, eu disse ao meu Criador:
“Ouvi falar do Senhor.
Ouvi falar do sacrifício, da solidão da cruz, da dor da traição e do abandono.
Então você deve me entender…”
Rasguei meu coração. Reconheci minha fraqueza e dei nome ao meu pecado.
Ali, na escuridão do meu quarto e do meu interior, brilhou a luz da esperança. A redenção fez sentido. Encontrei o Salvador quando reconheci que precisava Dele. Conheci o perdão e o amor verdadeiro. Não tive medo. Ele me lavou de toda vergonha. Cobriu minha nudez. Ele decidiu se esquecer do meu pecado, e o jogou no mais profundo mar. Experimentei, naquele dia, o amor imerecido, a misericórdia que não tem preço e a restauração gratuita.
E porque a mim muito foi perdoado, muito amei.
Por causa Dele, apenas por meio Dele, a misericórdia triunfou sobre o juízo. E porque me perdoou, fui capaz de estender o perdão. Já não há mais prisão na lembrança, no rancor e na vingança.
Pois “foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçamos firmes e não nos deixemos submeter novamente a um jugo de escravidão. Pois é mediante o Espírito que nós aguardamos pela fé a justiça, que é nossa esperança”.
— Gálatas 5:1,5


